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Escrito em

18 de fev. de 2026

por

Thiago Bao

Thiago Bao

Advogado e Sócio

Assuntos Principais

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Erros contábeis que estão afetando a rentabilidade de empresas de energia solar

Você pode estar vendendo bem…
Pode estar instalando toda semana…
Mas ainda assim pode estar ganhando menos do que deveria.

O problema pode não estar nas vendas.
Pode estar na estrutura tributária da sua empresa de energia solar.

Integradores e pequenos empresários do setor estão pagando impostos acima do necessário muitas vezes por decisões contábeis tomadas sem análise estratégica.

E quase sempre existe espaço para pagar menos tributo, dentro da lei.

O cenário tributário das empresas de energia solar

O setor solar cresceu rápido.
Mas a estrutura tributária da maioria das empresas não acompanhou esse crescimento.

Hoje, o integrador geralmente atua com:

  • Venda de kits

  • Instalação

  • Serviços técnicos

  • Eventualmente projetos de engenharia

Cada atividade possui impacto tributário diferente.

Quando tudo é tratado de forma genérica, o resultado é simples:
mais imposto do que o necessário.

Escolher o regime tributário sem analisar a margem real

Esse é o erro mais caro.

Muitos integradores escolhem o Simples Nacional achando que é automaticamente mais barato.
Mas isso depende da margem de lucro.

Se sua empresa fatura R$150 mil por mês e tem margem líquida de 7% a 10%, o Simples pode estar corroendo sua rentabilidade.

Por quê?

No Simples:

  • O imposto incide sobre a receita bruta.

  • Não importa se sua margem é pequena.

  • Já vimos casos com carga efetiva de 9% a 21%. O empresário paga mais tributo do que recebe de lucro.

No Lucro Presumido:

  • A tributação considera uma margem presumida (8%, 12%, 16% ou 32%).

  • Se sua margem real é menor, você pode pagar menos.

📌 Caso real:
Integrador que revendia Kits Solar, com faturamento médio de R$155 mil/mês e 7% de lucro, pagava 9,61% no Simples.
Ao migrar para o Presumido, caiu para 5% efetivo.
Resultado: R$ 84 mil a mais por ano no bolso.

👉 Se você não sabe exatamente sua margem real, já existe um risco oculto aí.

Usar CNAE genérico ou incorreto

O CNAE define como o Fisco enxerga sua empresa.

Códigos comuns no setor:

  • 4321-5/00 – Instalação elétrica

  • 4659-3/01 – Comércio de equipamentos

  • 7112-0/00 – Serviços de engenharia

Mas a escolha isolada não resolve.
O que importa é a combinação estratégica das atividades.

Erro comum:

  • CNAE que coloca a empresa em anexo tributário mais caro.

  • Falta de planejamento para reclassificação.

  • Perda de benefícios fiscais estaduais.

📌 Caso real:
Integrador enquadrado em anexo mais oneroso pagava 14% (Anexo III).
Após reestruturação correta do CNAE, caiu para 11%, porque foi para o Anexo IV.

3 pontos percentuais podem significar dezenas de milhares por ano.

Misturar receita de produto e serviço na mesma nota

Venda de kit ≠ instalação.

Quando tudo é faturado junto:

  • Pode haver incidência indevida de ISS e ICMS simultaneamente.

  • Risco de autuação.

  • Problemas com PIS e COFINS.

  • Complexidade desnecessária na apuração.

A solução é técnica, mas simples:

✔ Nota para produto
✔ Nota para serviço
✔ Estrutura contratual adequada

Pequeno ajuste. Grande impacto.

Não provisionar corretamente impostos e folha

Esse erro cria a ilusão de lucro.

Você recebe:

  • Entrada do contrato

  • Saldo da instalação

Olha o extrato e acredita que está tudo positivo.

Mas não separou:

  • Tributos a vencer

  • Encargos da folha

  • Pró-labore

  • Impostos sobre faturamento futuro

Resultado:

  • Multas

  • Juros

  • Endividamento

  • Crescimento desorganizado

Empresas lucrativas quebram por falta de gestão tributária e financeira integrada.

Não contar com contador especializado no setor solar

Contabilidade genérica cumpre obrigação.

Contabilidade especializada estrutura crescimento.

O setor solar possui particularidades:

  • Regimes tributários específicos

  • Benefícios fiscais estaduais

  • Estruturas como SPE, SCP e consórcios

  • Impacto regulatório da ANEEL

  • Diferença entre venda, geração distribuída e prestação de serviço

Sem especialização, o empresário paga pela ineficiência técnica.

Onde os integradores mais erram (resumo rápido)

  • Escolhem regime sem simulação.

  • Não conhecem sua margem real.

  • Ignoram o impacto do CNAE.

  • Misturam receitas.

  • Não fazem planejamento tributário anual.

Se você se identificou com 2 ou mais pontos, provavelmente está pagando imposto acima do necessário.

Objeção comum: “Mas trocar de regime é arriscado”

Não quando há planejamento.

A mudança é:

  • Legal

  • Estratégica

  • Baseada em números reais

  • Feita dentro dos prazos corretos

O risco maior é continuar pagando errado por anos.

A verdade que poucos falam

No setor de energia solar, quase sempre existe espaço para reduzir carga tributária de forma legal.

Mas isso exige:

  • Diagnóstico real

  • Simulação comparativa

  • Análise de margem

  • Estrutura contábil alinhada ao modelo de negócio

Sem isso, você está operando no escuro.

Como resolver de forma estratégica

O caminho envolve:

  1. Levantamento completo da operação.

  2. Análise da margem real.

  3. Simulação entre regimes.

  4. Revisão de CNAE.

  5. Planejamento tributário anual.

Isso transforma contabilidade em ferramenta de lucro, não apenas obrigação.

Conclusão: sua empresa de energia solar pode estar pagando mais imposto do que deveria

Empresas que se antecipam conseguem adaptar processos, reduzir riscos e preservar margem antes que a mudança tributária impacte o caixa. Se você quer entender como isso se aplica ao seu negócio e quais ajustes fazem sentido no seu cenário atual, vale começar por um diagnóstico objetivo da sua operação.

Sem quebra. Sem rótulo. Conversão muito maior.

Quer entender como a Reforma Tributária impacta o seu negócio? Fale com um especialista.

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